METAMORFOSE

Se noite me cobre de estrelas,

Bato asas de vaga-lume.

Visto-me com sua luz,

Rodopio como bailarina à beira do lume.

Se céu escuro se forma,

De nuvens pesadas sobre mim.

Banho-me nas águas do céu,

Nelas gotejo esperando alívio enfim.

Se raios de sol tocam-me a pele,

Aqueço e do casulo saiu – viro borboleta.

Num bater bailado de asas,

©Maria Lucilia Cardoso. Todos os direitos reservados