O artigo a seguir foi gentilmente cedido pela amiga Priscila Mondschein.
A eterna busca

 

 

            Um homem abandona seu lar, família, melhor amigo e sai pelo mundo à procura do sentido da vida, à procura do amor, mas, principalmente, em busca de respostas sobre o desconhecido, sobre o que o ser humano ainda está longe de descobrir.

            Sidarta, personagem que dá nome à belíssima obra de Herrmann Hesse, carrega em is todas as perguntas que as filosofias orientais e ocidentais tentam desde a Criação responder.

            Mas, existe uma resposta?

            Poderíamos, através da perfeita comunhão entre corpo e espírito, harmonizarmo-nos com o mundo, a natureza que nos cerca e descobrirmos, assim, o que existe nessa misteriosa caminhada que realiza todo ser humano, a vida?

            Nós sonhamos, lutamos pelo que queremos, choramos diante dos obstáculos e desafios, amamos... Ou pelo menos pensamos sobre o amor e tentamos entendê-lo, trazendo-o sempre para perto de nós, como algo essencial para a sobrevivência. E é nisso que se resume a nossa eterna peregrinação, sempre, como Sidarta, experimentando novos rumos e questionando se este é o caminho certo.

            Na verdade, todos os caminhos são certos, porque o criamos a cada passo que damos, e sempre há como voltar, e sempre há atalhos, sempre há pedras, às vezes, orquídeas... Precisamos apenas seguir em frente.

            Talvez precisemos ainda de uma Kamala, que nos ensine a arte do amor, ou ainda de um mestre como Buda, que nos eleve o espírito, para, ainda assim, descobrirmos que não descobrimos o suficiente: a verdadeira essência da vida.

                   
Priscila Mondschein