NALDOVELHO

Músico, compositor, poeta e artista plástico, com participações em diversas antologias e um livro individual " MANIA DE COLECIONADOR". Atualmente em fase de revisão de seu segundo livro "A DANÇA DO TEMPO". Produziu e dirigiu eventos poéticos no eixo Rio-Niterói , tais como, MÚSICOS RECEBEM POETAS,junto a Prefeitura de Niterói e TODAS ELAS E ALGUNS DELES , junto com a poeta Marcia Leite e o poeta Sergio Gerônimo.

 

CRENÇA

NALDOVELHO

 

A crença na liberdade me impulsiona

e transforma o homem que cresce,

ainda que preso às muitas escolhas.

Por isto morro um pouco menos a cada outono

e renasço um pouco mais por que me proponho.

 

A crença na amplitude me impressiona,

e alonga os olhos que sondam,

ainda que limitados à vida que me toma.

Por isto morro um pouco menos a cada passo

e renasço um pouco mais nas coisas que faço.

 

A crença na eternidade me assusta,

e traz lembranças pesadas, estranhas,

ainda que pense imortal a alma que sonha.

Por isto morro um pouco menos a cada tropeço

e renasço um pouco mais em meus recomeços.

 

A crença na existência me emociona,

inquietude, saudade, nostalgia,

ainda que não consiga chorar como devia.

Por isto morro um pouco menos a cada dilema

e renasço um pouco mais a cada poema.

 

A crença que tenho em Deus me questiona,

e no ciclo das águas descubro o mistério,

ainda que tenha cometido tantos sacrilégios.

Por isto morro um pouco menos sempre que eu possa,

e renasço um pouco mais a cada resposta.

 

COLHEITA DE PALAVRAS

NALDOVELHO

 

Ando colhendo palavras chuvosas,

raras vezes em nuvens pesadas,

normalmente chuva miúda,

coisinha à toa, nada pra assustar.

 

Coisas do mês de setembro,

primavera, e se bem me lembro,

amor perfeito, begônias, crisântemos.

Não esquecer as azaléias,

nascidas no inverno, e ainda por aqui.

 

Ando colhendo palavras floradas,

congestionamento de borboletas,

passarinhada em festa

em córregos de águas claras,

principalmente colibris.

Pelas manhãs, serra acima,

dose certa de frio, um pouco de neblina,

muita umidade no ar.

 

Outro dia colhi a palavra semente,

guardei-a com todo o cuidado,

para que florescesse jardim.

Depois, colhi, a palavra vivências,

com todas as suas raízes,

nunca pensei que fossem

tão poderosas assim.

 

Ando colhendo a palavra canteiros

em tardes preguiçosas, setembro,

café expresso, música suave,

nostalgia pra todo o lado,

ainda sinto falta de um cigarro,

gotas de chuva miúda,

tudo misturado num bloco de papel pautado...

Versos acasalados, poemas.

 

 

Este poema é dedicado a você minha amiga, foi feito em sua intenção.

 
Naldo 

ALGUMAS PALAVRAS
NALDOVELHO

Algumas palavras

às vezes escorrem


liquefeitas, ardidas
,


e deixam sulcos no rosto,


de tão ácidas que são.

A palavra perda

costuma causar muito estrago,

ainda mais, quando vem

acompanhada da palavra saudade,

que é outra que arde

e não nos mostra compaixão.



Lágrimas doloridas, pesadas,

costumeiramente utilizadas

na forja de versos poemas

mas que ainda assim vivem

a maltratar nossos corações.



Lágrimas?

Não há como impedi-las!

Melhor, então, tentar escrevê-las...

Talvez com o tempo se acostumem

a brotar de nossas mãos.

 

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Obrigada por esses versos,a mim dedicados,poeta que tanto me emociona,
Obrigada por poder ter a honra de ler todos seus poemas, você que sabe como ninguém
me mostrar o que sinto e não sabia como exprimir , desse modo levando-me a sentir, aliviada o que minha alma queria dizer.
com toda minha admiração

Karla Julia

 

 

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Canção:"Fim de Caso" Nana Caymmi