ERA UMA VEZ, EM UM REINO MUITO DISTANTE

Uma mulher que foi escolhida para ser o grande amor de um rei. Ela não deve ser apenas vista como “a outra”, mas sim, como sua verdadeira companheira, com quem ele, Henri II, abriu sua alma e compartilhou suas preocupações e seu amor.

Seu nome é Diane de Poitiers (1499-1566) e suas máximas eram:

“Omnium Victorcm Vici”

(Conquistei aquele que a todos conquistou”)

“Sola Vilvit in Illo”

(Ela só vive através dele)

Henri II fora obrigado a casar-se com Catherine de Médicis, um casamento político, sem amor. Diane de Poitiers, passara sua infância na casa de uma princesa francesa e recebera uma excelente educação. Casara-se com um aristrocata e quando Henri II por ela apaixonou-se, era uma viúva quase vinte anos mais velha do que ele. É preciso ressaltar que quem a cortejou e a conquistou foi ele, e não o contrário.Henri II apaixonou-se pela sua inteligência, exuberância e independência.

Henri II, sempre se referia a Diane de “Ma Dame” -“Minha Dama”, e seus súditos chamavam-na  de Madame. O presente de coroação de Henri II para “Ma Dame” foi o mais belo dos castelos do Vale do Loire, Chenonceau, castelo de conto de fadas à margem do rio Cher na Touraine.

Sua paixão por Diane durou a vida inteira, até o dia de sua morte. Após esse acontecimento funesto,durante uma justa, sua esposa, Catherine de Médicis, tomou-lhe, Chenonceau, presente de Henri II a Diane. Deu-lhe em troca Chaumont-sur-Loire.

O castelo de Chenonceau

 

O mais romântico dos castelos foi construído sobre o rio Cher e compreende magníficos jardins. Sua história se liga a mulheres como Catherine Briçonnet, que o tornou renascentista; Diane de Poitiers, que o recebeu do amante, Henri II; e Catarina de Médici, que o tomou de Diana de Poitiers.

Clique na imagem abaixo para acessar um ótimo site sobre Diane de Poitiers :

 

Pensamento do Dia : “Os anos que uma mulher subtrai à sua idade não são perdidos. Ela os acrescenta à idade de outras mulheres.”

 

 

Diane de Poitiers,

Deixo para você, Diane de Poitiers, um poema, lindo, de Florbela Espanca, sobre princesas e lendas. Assim, como foi a sua vida.

 

Conto de Fadas

 

Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.

Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...

Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.

Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
- Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa do conto: "Era uma vez..."

(Florbela Espanca)

Karla