MÉRCI BENICIO LOURO

 

Nasci,sobre o signo de Libra, a 3 de outubro de 1966 em
Paraguaçú Paulista interior do Estado de São Paulo.
Quem sou,
Uma Odontóloga,uma Mulher,uma Águia.
Buscando aprender sempre.
Amo,respiro,a Poesia....
Só dou meu coração nas mãos
De quem pode fazer da minha
Pobre alma uma vida insinuante
Diante de tudo que não tenho
Vim nesse mundo pra viver.
Então meu coração anseia,
Minha alma clama por mãos
Que possam me absorver.
Quero ver o céu, estrelas,
Entregar meu calor, suor
Na dança, no samba...
Esperança de viver melhor
Praticar o que é belo e
Eliminar o tédio, o conformismo.
Da aceitação de um simples
Vou levando, até onde posso
Quero viver num mundo
Ou submundo da emoção
Alegrar meu coração e
Voar, voar distante
Encontrar a razão de Ser
De estar de bem com a vida
Sentir que não estou à toa
Que sou realmente boa
Quero ser a Esfinge do amor
Sem pudor, sem rubor
Dançar feito cigana
Com sensualidade e gana
Assim darei minha alma
Pra ser decifrada e amada

Mérci

 

Insônia

Hoje insônias permitidas,
Apenas baniu-se o motivo.
Quisera tivessem assim acontecido
Noite lindas consentidas...

Sinto-me como vulcão em erupção
A escorrer lavas, a chama no peito,
A espera do momento, da paixão
Onde em minha noite me deleito.

Como o mar segue seu rumo revolto,
Ele veio para acalmar a tempestade,
Extenuado, embora livre e ainda solto.

Abraça minha solidão com generosidade.
A paixão revigora os sentidos e a razão
Limpa a noite escura e entorpece meu ser.


Mérci Benicio Louro

Amargura

Diz-me então, vê algo de tenebroso em mim?
Se de minha alegria os sonhos desistiram,
Entristecida vida que desfaço na poeira,
Ainda dirás que saudades por mim resistirão.

E o vicio que parecia um devaneio,
Oceano donde vinha uma gota triste
Que ia além, e corria livre pelo peito,
No vendaval que levou o amor que tive,

Partiu numa enchente de flores flutuantes,
Seguiu uma estranha ave, uma Águia como fada
Que pousou nos ombros, eterna e distante...
Há dor enquanto minh’alma chora.

Perdeu-se a prudência do meu espírito
Nesse infindo sentimento, de solitário pranto,
De Musa que morre de delírio
Quando da boca sai o último canto.

No céu, vê-se um anjo dormindo
Em alta nuvem, sem qualquer luar,
Tão belo, e tão frio o seu sorriso
Que encanta, mas também faz chorar!

Diz-me então, o sentimento se esvai
Com dizeres feito as nuvens frias,
Fizeste das trevas meu funeral.
Pena, levaste então os meus dias!

Fala... Vês algo de tenebroso em mim?
Se de minha alegria os sonhos desistiram,
Entristecida vida que desfaço na poeira,
Ainda assim meus olhos te seguiriam.

E no vicio que parecia um devaneio,
Oceano donde vinha uma gota triste
Que ia além, e corria livre pelo peito,
No vendaval que levou o sentimento que tive,

Perdeu-se a prudência de meu espírito
Nesse infindo sentimento de solitário pranto;
Dê música ao meu peito! Que morre de delírio
Quando na boca secou o meu último canto.

No céu, vejo um anjo dormindo
Em alta nuvem, sem qualquer luar
Tão belo,mas frio o seu sorriso
Que encanta, e me faz chorar...

Mérci Benicio Louro

Blog de Mérci, vejam que lindos poemas :Nas Asas da Águia

 

Canção: Chris Isaak, "Wicked Game"