OSWALDO ANTONIO BEGIATO

FIM DO FIM




lá fora, afora o tempo,
a aurora é de Tormenta
que se inventa.
na cor de pimenta.
Quem agüenta
esquenta a água,
represa a mágoa.
Quem se esgota
amarrota a alma,
morre de trauma.
É o fim de mim,
poesia sem fim,
todo dia assim.
Retalhos de atalhos,
gosto de alho;
na boca e no olho,
gesto falho,
fenda no assoalho,
domingo,
pé de cachimbo,
o cachimbo é de barro,
bate no jarro,
o jarro é de outro,
bate no touro,
o touro é valente
bate na gente,
a gente é fraco,
cai no buraco
buraco sem fundo,
fim do mundo.
É o fim de mim,
poesia sem fim,
todo dia de mim,
vou te inventando assim,
até o fim do fim.

©Oswaldo Antonio Begiato. Todos os direitos reservados

Canção:"In the Still of the Night", Kevin Kline &Ashley Judd