JEAN   PAUL  SARTRE



 Tela:Henrik Hagtvedt

 

“ La Nausée ”

“... Ces gens n´étaient pas tristes, ni gais: ils se reposaient. Leurs yeus grants ouvers et fixe reflétaient passivement la mer et le ciel. Tout à l´heure ils allaient passivement rentrer, ils boiraient une tasse de thé, en famille, sur la table de la salle à manger. Pour l´ instant, ils voulaient vivre avec le moins de frais, économiser les gestes, les paroles, les pensées., faire la planche: ils n´avaient qu´un seul jour pour effacer leur rides, leurs pattes d´oie, les plis amiers que done le travail de la semaine. Un seul jour. Ils sentaient les minutes couler entre leurs doigts; auraient – ils le temps d´amasser assez de jeunesse pour repartir à neuf le lundi matin? Ils respiraient à pleins poumons, parce que l´air de la mer vivifie: seuls leurs souffles, réguliers et profonds comme ceux des dormeurs, témoignaient encore de leur vie. Je marchais à pas de loup, je ne savais que faire de mon corps dur et frais, au milieu de cette foule tragique qui se reposait. “

Jean Paul Sartre, La Nausée

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Tradução

“A Náusea”

Essas pessoas não estavam nem tristes nem alegres: elas estavam descansando. Seus olhos arregalados e fixos refletiam calmamente o mar e o céu. Daqui há pouco elas iriam voltar para casa, beber um xícara de chá em família, à mesa da sala de jantar.No momento, elas queriam viver com o mínimo de gasto possíivel, economizar os gestos, as palavras, o pensamento, flutuar: elas ttinham somente um dia para apagar suas rugas, os pés de galinha, os vincos margos provocados pelo trabalho da semana. Um único dia. Sentiam os minutos escoarem entre os dedos; teriam elas tempo para acumular juventude suficiente para recomeçar novos em folha de manhã? Respiravam a plenos pulmões porque o ar do mar revigora: somente sua respiração regular e profunda como a de quem dorme, confirmava que ainda estavam vivos. Eu andava pé ante pé, não sabia o que fazer do meu corpo duro e fresco no meio desta multidão trágica que descansava.

            Jean Paul Sartre

Tradução:Karla Julia

Recomendo esse livro sobre a vida em comum de Sartre e Beauvoir, tendo como pano de fundo os tempos em que viveram .Uma verdadeira aula de filosofia e civilização francesa! Imperdível!

 

 

Karla Julia