"Martelo"

 

Sob o mote:
"Quando falo da vida nordestina
Faço versos de dor e de saudade"



Na fumaça do pito que eu fumo
Galopei galopei agalopado,
Sem rumo, sem caminho e cansado
Sem caminho, sem caminho e já sem rumo
Eu galopo palavras, me aprumo

No'horizonte e nas luzes da cidade
Quando a lua galopa de verdade
Lembra a luz dos olhos de uma sina
"Quando falo da vida nordestina
Faço versos de dor e de saudade"


E me lembro da mãe, e do meu pai
E dos calos nas mãos e no seu rosto
A batalha é vida e desgosto
é a dor no peito que não sai
E tristeza na porta bate mais

Insistente à porta bate bate
Mesmo triste me orgulho DA cidade
Que foi berço e foi vida Petrolina
"Quando falo da vida nordestina
Faço versos de dor e de saudade"


Nos teus olhos eu entro que é meu chão
E teu colo é um jardim de flores belas
é campina sem neblina, sem cancelas
Mata Verde e um mar lá no sertão
No meu peito e sem jeito, sabe não ?

©Armando Licurgo. Todos os direitos reservados