BANCO DE JARDIM

O banco de um jardim, - foi sempre assim -,
Se mostra eternamente disponível
A quem queira sentar-se, irredutível
Na sua função: ser banco de jardim

 

Servir a algum casal é preferível
Que servir a um só pois é ruim
Ver alguém solitário no festim
De amarga solidão: que dor terrível

 

Mais doloroso ainda é se à noitinha
Algum mendigo chega e nele deita
Para passar a noite; a lua à espreita

 

Sofre a dor desse banco: ela advinha
Que o banco frio, gelado, sofre a dor
De dar ao pobre a cama sem calor.



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Diógenes Pereira de Araújo
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