ACONCHEGO

Dou-te o aconchego dos meus braços,

Que na sua frágil mansidão,

É capaz do tempo estacionar – estagnar

 Romper as amarras que te prendem a solidão.

Dou-te o aconchego do meu beijo,

Que pode aquecer uma alma triste – desiludida

Que tem sabor de luxúria- um toque de deliro,

Que devolve ao coração o bater da vida.

Dou-te o aconchego do meu sorriso,

Para que ilumine todos os seus momentos,

Projetando um intenso brilho,

Sobre a escuridão dos seus tormentos.

Dou-te o aconchego do meu peito,

Macio e reconfortante - seguro

Para que repouses tua cabeça – deite teus sonhos

Feche os olhos – ouça os sussurros do sentimento puro.

Dou-te o aconchego do meu corpo,

A morada de um espírito apaixonado,

Capaz de saciar os teus desejos mais ocultos,

De te fazer sentir a imensidão de ser amado.

Dou-te por fim o aconchego da minha lira,

Que em cálidas notas grita por teu amor,

Que apazigua um ser perdido – à deriva,

Que devolve ao teu infinito todo o esplendor.

 

(15/11/05)

 

 

©Maria Lucilia Cardoso. Todos os direitos reservados