Excomunhão



Aquele a quem doei meu coração
E cuja face que, entre aturdida e deslumbrada,
sempre via refletida, ao olhar para a lua,
nada mais era senão doce Desilusão.

Certa vez, Desilusão me deu um soco.
Em troca, ofereci-lhe uma Orquídea que lhe compreendia.
Nem tanto para que não me ferisse,
Mas para que nosso amor perdurasse.

Outra vez, me lançou um pontapé.
Ofereci-lhe uma Orquídea que lhe perdoava.
Nem tanto para que não me ferisse,
mas para que nosso amor se eternizasse.

Agora, nada de flores, nada de poesia
Minha alma, outrora sombra de seus passos,
cega, não desvenda mais suas rimas
Não mais pres(sente), nada mais intui.

E num último suspiro, tateia seus versos
Mas desesperada, nada enxerga, cambaleia e cai
Minha alma, morta? Não, exausta, de tanta devoção
Excomungada, virou profana.

Obrigada Desilusão, finalmente tornou-me humana!!

Karla Julia

 

Canção: "Back to Black" Amy Winehouse

 
 

Jenario de Fátima

Tonho França

Valter Montani

Oswaldo Antonio Begiato

Míriam Warttusch

Armando Licurgo

Maria Lucilia Cardoso

Diógenes Pereira de Araújo

Helena Jorge

Fátima Queiroz e sua Arte Digital

Meus Artesanatos, by Karla Julia

 



 
   
 

Campo de Orquideas by Karla
Valter Poeta
Liberdade perfeita
Oswaldo Begiato
Varal da Artes
Mírian Warttusch
Clara Luz do Meu Pensar
Eternal - Fractals
Universo na Poesia
Nivaldo Tavares
Mesa de Cantos
Mil Almas Inquietas
Poeta Cards
Retalhos de Poesia
Luz de Aldebarã
Filha do Sol
Cesar Andrade
Poética Digital